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Portugal registou 33 casos de emergência consular nos meses de verão

O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro, disse hoje, no Porto, que foi registado entre junho e setembro deste ano 33 situações de emergência consular relacionadas com acidentes rodoviários, ferroviários, marítimos, tempestades e atentados terroristas.

Na emergência consular, que é uma das principais responsabilidades da Direção-Geral dos Assuntos Consulares e das Comunidades Portuguesas, registou entre junho e setembro deste ano 33 situações de emergência”, declarou José Luís Carneiro, à margem de uma cerimónia de comemoração dos 106 anos da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, em que foi orador convidado.

As emergências prendem-se com acidentes rodoviários, ferroviários, marítimos, tempestades e atentados, enumerou o secretário de Estado, frisando que é “cada vez mais necessário” deixar a mensagem de “responsabilidade a todos aqueles que viajam pelo mundo e que estão em mobilidade”.

José Luís Carneiro, que apresentou hoje à tarde na Faculdade de Ciências um discurso subordinado ao tema “As prioridades de Política para os Portugueses no Mundo”, alertou também os estudantes em geral, e em específico aos estudantes de Erasmus e os investigadores que circulam pelo mundo que devem ter “cuidados” sempre que se desloquem para fora do país.

Os cuidados devem ser tanto em relação aos documentos de viagem, como em relação aos conselhos ao viajante disponíveis no Portal das Comunidades Portuguesas, bem como em relação “bom uso da ‘app’ (aplicação) Registo Viajante, enumerou aquele responsável do Governo.

A aplicação Registo Viajante permite aos portugueses que viajam além-fronteiras receberem notificações sobre o que se está a passar nas regiões e países de destino, mas também enviarem SMS (mensagens escritas) em caso de situações de emergência ou em casos de calamidade por forma a se poder identificar os portugueses e prestar-lhes o apoio em circunstâncias de maior dificuldade.

A situação do que aconteceu nas Caraíbas foi um dos casos que José Luís Carneiro identificou como sendo um exemplo de que não havia informação de que estavam “apenas inscritos no Consulado Geral de Paris (França) cerca de 160 portugueses, porque essa jurisdição pertence a Paris, mas efetivamente havia “mais de dois mil portugueses na Ilha de São Bartolomeu”

Luís Carneiro alertou para que os portugueses que viajam pelo mundo devem inscrever-se nos serviços consulares e, daí, reiterar que a aplicação Registo Viajante ser um instrumento “tão importante para possibilitar em circunstâncias excecionais a mobilização dos meios e do apoio do estado português.

O caso dos atentados em Londres (Reino Unido) foi o caso em que a aplicação se revelou “muito útil”, pois foi a partir desses registos e da base de dados que o Estado português conseguiu identificar e apoiar famílias que pediram ajuda, contou Luís Carneiro.

[Lusa]

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