Política

Santana Lopes é candidato à liderança do PSD

Além de Santana Lopes, também Rui Rio está na corrida à liderança dos sociais-democratas.

As eleições autárquicas tiveram um efeito tsunami na social-democracia portuguesa. Isto porque levaram Pedro Passos Coelho, o atual líder ‘laranja’, a não se recandidatar à liderança do partido, deixando, assim, a porta aberta a uma corrida pelo ‘trono’ do PSD.

Depois de muito se falar nos putativos candidatos, Rui Rio avançou mesmo, estando agendada para amanhã no Hotel Melia Ria, em Aveiro, a apresentação oficial da sua candidatura.

Mas havia outro nome que sempre esteve latente mas que nunca quis entrar na corrida.

Falamos, claro, de Pedro Santana Lopes. O comentador político da SIC, avança a SIC Notícias, vai mesmo entrar na corrida. Por confirmar, refere a estação televisiva, que cita o semanário Expresso, está apenas o local e a data exata em que o antigo primeiro-ministro vai tornar oficial a sua posição e oposição a Rui Rio.

Recorde-se que o antigo primeiro-ministro já havia dito, na semana passada, que estava a ponderar se se candidatava ou não, adiantando ter recebido várias mensagens de incentivo para avançar com uma candidatura.

Esta confirmação surge menos de 24 horas depois de Pedro Santana Lopes, atual Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, ter almoçado com o Presidente da República, no Palácio de Belém. Muito se especulou sobre qual terá sido o tema do encontro, mas Marcelo Rebelo de Sousa logo esclareceu que em discussão esteve “o papel da Misericórdia no sistema económico e financeiro português”.

Quem também esteve na ‘berlinda’ para concorrer a líder dos sociais-democratas foi Luís Montenegro e Paulo Rangel. O primeiro, ex-líder parlamentar do PSD, disse ter refletido sobre o tema e ter concluído que, “por razões pessoais e políticas, não estão reunidas as condições para, neste momento, exercer” o “direito” de se candidatar à liderança.

O segundo, eurodeputado, também logo elucidou que não iria entrar na corrida. Em causa estão “razões familiares”.

Para já, apenas Rui Rio e Pedro Santana Lopes parecem dispostos a lutar pela liderança do maior partido da oposição que enfrentou um pesado resultado eleitoral no sufrágio autárquico. Depois de quatro anos no governo numa das fases mais difíceis da história recente de Portugal, a imagem de Pedro Passos Coelho tem vindo a deteriorar-se, o que culminou com a sua decisão de não se recandidatar a um novo mandato à frente dos destinos do partido.

[NAM,  POR PATRÍCIA MARTINS CARVALHO]

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