Opinião

Alertas, ilusões e antecipações

Vivemos numa ilusão, na opinião de Pedro Braz Teixeira, entrevistado esta semana pelo Dinheiro Vivo. O diretor do Gabinete de Estudos do Forum para a Competitividade deixa vários alertas, a cerca de quinze dias da apresentação do Orçamento do Estado para 2018. Esta semana ouvimos também Teodora Cardoso proferir alguns avisos.

Num deles referiu que “é um erro descer impostos à boleia da redução do défice”. A presidente do Conselho de Finanças Públicas defende que será um erro voltar a práticas seguidas no passado, de subida de despesa e descida de impostos, e alerta que não se pode enveredar por este tipo de estratégia apenas porque o défice público está a descer.

Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República, não se tem mostrado preocupado com a aprovação do Orçamento do Estado mas, ainda assim, decidiu antecipar as conversas com os partidos sobre o documento, numa altura em que decorrem as negociações entre os partidos. Uma nota oficial informava, esta semana, da antecipação dessas reuniões para os dias 2 e 3 de outubro, logo após as eleições autárquicas.

Com tantos avisos e antecipações, fica patente que se vive ainda um momento de preocupação e que existe a necessidade de vigilância apertada das contas públicas. E não é uma questão de pessimismo, mas sim de não sermos – todos nós, os portugueses – surpreendidos com situações que nos levem a entrar numa ainda maior fragilidade nacional.

Ter a economia portuguesa a crescer é ótimo e devemos estar orgulhosos disso. Estamos no bom caminho, mas a meta ainda está longe.

Mais perto do que longe estão os temas da cibersegurança e da lei de proteção de dados. No artigo de destaque desta semana vale a pena conferir o estudo da Karpersky Lab que revela que metade dos clientes dos bancos estudados já foram alvos de ciberataques. Com o avanço do mundo digital, a cibersegurança torna-se cada vez mais um tema central da economia. As empresas não podem continuar a fingir que não o veem.

[dn.pt, Rosália Amorim]

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