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Estas empresas não existiriam se não fossem os imigrantes

Apple, eBay, Amazon ou Disney foram fundadas por filhos de imigrantes, que se tentassem entrar hoje nos EUA, talvez ficassem retidos

A Apple é uma das empresas que não existiriam hoje se Donald Trump tivesse sido o presidente norte-americano durante a primeira década do século passado. O gigante tecnológico foi fundado por Steve Jobs, filho biológico de um sírio, que emigrou para os Estados Unidos. Se fosse hoje teria sido retido na fronteira.

Um decreto de Donald Trump impede a entrada nos EUA de quaisquer refugiados — independentemente da sua origem – por um prazo de 120 dias – bem como, por 90 dias, de cidadãos oriundos de sete países de maioria muçulmana e considerados por Washington como viveiros de terroristas: Irão, Iraque, Líbia, Somália, Sudão, Síria e Iémen e que deverá afetar cerca de 134 milhões de pessoas.

Medidas que têm sido fortemente atacadas, incluindo pelos empresários do mundo tecnológico. Pierre Omidyar, cujos pais eram iranianos e que foram para os Estados Unidos a partir de França nos anos de 1970, foi um deles.

Mas há mais empresas de sucesso que nasceram graças aos imigrantes que entraram nos Estados Unidos, como recorda a CNN. O fundador do Yahoo, por exemplo, é oriundo de Taiwan. O inventor do telefone, Alexander Graham Bell, era escocês. O homem que transformou a Intel numa multinacional, Andrew Grove, fugiu da Hungria comunista. Cofundador da Google e agora presidente da Alphabet Inc. (a holding a que pertence a Google), Sergey Brin era filho de judeus e emigrou com a família para os EUA para fugir do antisemitismo da União Soviética. Jeff Bezoz, fundador e presidente da Amazon, é filho adotivo de um cubano que se casou com a mãe quando este tinha quatro anos. Walt e Roy Disney eram filhos de pai canadiano e, finalmente, lembra a CNN, pai e mãe dos irmão que criaram o McDonald’s eram imigrantes irlandeses.

[dn.pt]

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