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Governo de Cabo Verde assina livro de condolências por “um homem eterno”

O ministro da Presidência do Conselho de Ministros de Cabo Verde, Fernando Elísio Freire, evocou hoje Mário Soares como um “referencial da democracia e da liberdade”, considerando que todos os que lutam pela democracia e liberdade “são eternos”.

“Mário Soares é um referencial da democracia e da liberdade e todos os homens que lutam pela democracia e pela liberdade são eternos. São valores supremos do ser humano e Mário Soares esteve na linha da frente dessas lutas”, disse Fernando Elísio Freire.

O ministro cabo-verdiano, que falava aos jornalistas na cidade da Praia, liderou uma delegação do Governo de Cabo Verde que hoje assinou o livro de condolências aberto na embaixada de Portugal, integrada também pelos ministros da Administração Interna, Paulo Rocha, e pela ministra da Justiça, Janine Lélis.

“Enquanto Portugal for livre e enquanto Cabo Verde tiver democracia e liberdade será recordado”, acrescentou Fernando Elísio Freire, sublinhando ainda o papel de Mário Soares na consolidação da democracia em vários países lusófonos.

Para o ministro, o facto de Cabo Verde comemorar, na sexta-feira, 26 anos de democracia mostra bem que os valores por que “lutou a vida toda são materializados em vários países”.

“A lusofonia como um todo deve muito ao Mário Soares”, disse Fernando Elísio Freire, adiantando acreditar que Cabo Verde irá “fazer as homenagens” necessárias.

Além da delegação governamental, assinaram também hoje o livro de condolências, aberto desde segunda-feira nas instalações da representação diplomática portuguesa na Praia, os líderes parlamentares dos dois maiores partidos cabo-verdianos (MpD, no poder e PAICV, oposição).

Segundo a embaixadora de Portugal em Cabo Verde, Helena Paiva, pela embaixada têm passado nos últimos dias também representantes da comunidade internacional acreditada em Cabo Verde, dos partidos políticos e autarquias.

As mensagens apresentam condolências a Portugal e ao Partido Socialista, lembram sobretudo o percurso de luta pela liberdade e agradecem a coragem, o amor aos cabo-verdianos e aos ideais de justiça.

Vieram também muitos anónimos, sobretudo mais velhos, como o carpinteiro Amonel Lourenço, que escreveu: “Deixaste-nos tudo. Liberdade, democracia e progresso e a responsabilidade de honrar o teu legado”.
[Lusa]

 

 

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