Comunidade Media País

Leonel de Castro vence prémio Estação Imagem 2019

O fotojornalista Leonel de Castro nasceu na cidade de Münster, no estado federado da Renânia do Norte-Vestefália. No entanto, as suas raízes remontam a Lavandeira de Ansiães, da região de Trás-os-Montes e Alto Douro.

Colaborador há muito tempo do “Jornal de Notícias” e dos jornais que constituem este grupo, Leonel de Castro já ganhou diversos prémios e distinções ao longo da sua carreira, entre os quais os prémios “Visão”, “Fotojornalismo Fuji Portugal”, “Estação Imagem” e o prémio “Pacheco de Miranda”, pela reportagem fotográfica que efetuou em Timor-Leste, na África do Sul, nos Estados Unidos.

Os seus inúmeros trabalhos foram apresentados em diversas exposições individuais e coletivas, e as suas fotografias, que documentam um registo fotográfico exaustivo da “supressão da chamada Linha do Tua” que ficou submersa após a construção da barragem do Tua, foram publicadas no livro “Pare, Escute, Olhe”, editado em 2010.

Licenciado em comunicação social, para além de exercer a sua profissão como fotojornalista, Leonel de Castro trabalhou como docente no Instituto Português de Fotografia, e também lecionou para os alunos do Mestrado em Ciências da Comunicação da Universidade do Porto.

Presentemente está a fazer o doutoramento na Universidade do Minho.

www.leoneldecastro.com  | www.ipf.pt/site/membros/leonel-de-castro/

 



O fotojornalista da Global Imagens Leonel de Castro venceu o prémio Estação Imagem 2019 Coimbra, com um trabalho sobre o papel social dos cuidadores informais, intitulado “Almas”, anunciou hoje a organização.

“Há 800 mil cuidadores informais [em Portugal]. Histórias em que a total necessidade de uns obriga à total entrega de outros”, justifica a organização, sublinhando que estes cuidadores informais “cuidam porque amam e amam porque cuidam”.

Leonel de Castro ganhou também o prémio “Fotografia do Ano” com o trabalho “Mulher Berbére”, sobre “os poucos direitos e muitos deveres” das mulheres muçulmanas em Marrocos.

“Em Marrocos, terra de cores quentes e muçulmanos de sorriso fácil, as mulheres do campo não são iguais às da cidade. As mulheres do campo são feitas de muito trabalho e poucas escolhas, num país em que a poligamia é um direito sem deveres”, justifica a organização.

Os fotojornalistas Óscar Corral e Gonçalo Lobo Pinheiro receberam menções honrosas por “Transfer” (sobre o resgate de migrantes em alto mar) e “Esperança e Crença” (sobre uma emigrante indonésia muçulmana que vive e trabalha em condições precárias em Macau), respetivamente.

O Prémio Europa foi atribuído ao fotojornalista Rui M. Oliveira pelo trabalho “Romeiros”, sobre dezenas de devotos que “percorrem 300 km ao longo de uma semana, rezando e visitando os locais de culto religioso da ilha” de São Miguel, nos Açores.

A reportagem “A Imagem do terror tem som”, sobre o incêndio de 2018 que devastou os concelhos de Monchique, Silves e Portimão, deixando um rasto de 27 mil hectares queimados e 41 feridos, valeu a João Porfírio, de “O Observador”, o galardão Notícias.

Rodrigo Cabrita foi contemplado com uma menção honrosa na categoria “Assuntos Contemporâneos” com um trabalho que acompanhou durante um mês pacientes do Instituto Português de Oncologia. Outra menção foi para “Bazar de Órgãos”, de Gonçalo Fonseca, sobre transplantes ilegais de órgãos.

Arlindo Camacho foi distinguido na categoria “Vida Quotidiana”, com um trabalho sobre uma volta ao mundo de uma família açoriana. Uma reportagem durante a Semana Santa na cidade espanhola de Zamora valeu a Octávio Passos a distinção na categoria “Artes e Espetáculos”.

Mário Cruz, fotojornalista premiado da Agência Lusa, arrecadou o prémio “Ambiente”, com a reportagem “Viver entre o que é deixado para trás”, sobre o rio Pasig, nas Filipinas, um dos vinte mais poluídos do mundo.

“O coração de uma cidade tornou-se a sua vergonha. O rio Pasig, outrora o centro económico de Manila, é agora o reflexo de uma sociedade extremamente desigual, na qual 21,6% da população vive abaixo do limiar de pobreza, numa luta diária contra a poluição”, justificam os organizadores.

Um trabalho com a comunidade são-tomense no bairro da Torre, em Camarate, arredores de Lisboa, valeu a Ricardo Lopes o prémio “Série de Retratos”, enquanto a menção honrosa nesta categoria foi para Tono Arias, sobre as tradições do Entrudo galego.

O famoso Canhão da Nazaré, um desfiladeiro submarino ao largo da costa da Nazaré, que atrai surfistas de ondas gigantes de todo o mundo, valeu a Octávio Passos o prémio “Desporto”.

Nesta categoria, a menção honrosa foi atribuída a Eduardo Leal, que fotografou combates de Muay Thai num ringue na Tailândia.

Por fim, a bolsa Estação Imagem Coimbra 2019 foi atribuída a Ana Brígida, que apresentou uma proposta de reportagem sobre comunidades com poucos habitantes e eco-aldeias no distrito de Coimbra.

O júri foi composto por Stéphane Arnaud, editor-chefe de Fotografia Internacional da AFP; Darrin Zammit Lupi, fotógrafo colaborador da Reuters desde 1997; George Steinmetz, fotógrafo que trabalha para a National Geographic e a Geo; e Michael Kamber, diretor do Bronx Documentary Center.

O festival de fotojornalismo arrancou na terça-feira, em Coimbra, contando com nove exposições, uma das quais que junta o trabalho de vários fotojornalistas em torno da passagem do ciclone Idai em Moçambique.

Todas as nove exposições do festival vão estar patentes em diversas salas de Coimbra até 21 de junho.

[jn.pt]

Deixe uma resposta