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Cronologia de homicídio brutal em Tenerife. Criança de 5 anos deu alerta

O cidadão alemão matou sua esposa primeiro e depois o seu filho mais velho. Jonas, de 5 anos de idade, escapou.

Na passada quarta-feira, dia 24, as autoridades espanholas deram conta da descoberta de dois cadáveres, uma mãe e o seu filho de dez anos que estavam desaparecidos desde terça-feira, em Adeje, em Tenerife. O alerta foi dado depois de um menino de cinco anos ter sido encontrado a deambular sozinho por uma zona montanhosa.

Agora começam a surgir mais detalhes sobre o caso nomeadamente as identidades dos envolvidos e como tudo terá sucedido.

Como o crime terá ocorrido

Thomas R. Hendrick, de nacionalidade alemã, foi para a cidade de Adeje quando se separou da esposa Silvia, que vivia com os dois filhos na Alemanha. Conta o ABC que o homem procurou trabalho como chef de cozinha na ilha de Tenerife e um apartamento no centro da cidade.

O casal não se divorciou oficialmente e Silvia continuou a levar as crianças, Jonah, de cinco anos e o irmão mais velho, de dez, a visitar o pai. Chegaram todos a Adeje na passada segunda-feira e na terça-feira, dia 23, o homem terá alegadamente assassinado a mulher e o filho mais velho. Jonah conseguiu fugir.

Foi graças à sua fuga e ao seu testemunho que a polícia conseguiu encontrar os corpos de Silvia e do irmão mais velho numa gruta no Barranco del Inferno, onde chegaram através de um terreno íngreme no carro de Thomas.

Segundo fontes próximas da investigação citada pelo El Español, as agressões foram de tal forma violentas que uma das vítimas ficou com os dentes partidos. As investigações preliminares dão conta de que a mãe foi morta primeiro e de seguida foi a vez do filho mais velho.

O mais novo fugiu e foi encontrado cinco horas depois por uma excursão “suado, a tremer, em choque e desorientado”. Jonah está à guarda do departamento de Proteção da Criança e da Família das Ilhas Canárias e os avós maternos já estão a caminho do local.

Alegado autor do crime

O suposto autor do crime, Thomas Handrick, tem 43 anos e é natural de Traunstein, uma localidade situada na Alta Baviera. A sua habitação em Adeje ficava a poucas ruas da esquadra da polícia e, segundo o El Español, estava a “mostrar-se pouco cooperante”. “Disse que foi passear e que não se apercebeu de nada”, explicaram fontes próximas da investigação. No entanto, os seus ferimentos não coincidiam com a sua versão dos acontecimentos, recorda o ABC.

Quando o detiveram estava a dormir em casa e negou-se durante horas a ajudar a encontrar os corpos.

Thomas encontra-se agora em prisão preventiva, enquanto são feitas mais diligências na investigação, nomeadamente buscas à sua casa. Será presente a tribunal este sábado, dia 27.

O caso está a ser tratado como um crime de violência de género. A investigação está a ser feita pelo Tribunal contra a violência a mulheres de Arona.

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