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Grécia quer formar uma frente progressista europeia com Espanha e Portugal

Para fazer face ao avanço do populismo e da extrema-direita, Alexis Tsipras quer avançar com uma uma frente de forças progressistas. Portugal e Espanha são vistos como aliados naturais

O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, apelou este domingo ao apoio massivo dos cidadãos nas eleições europeias para formar, juntamente com Espanha e Portugal, uma frente de forças progressistas que faça frente às tendências populistas e de extrema-direita.

Num discurso no Comité Central do seu partido de esquerda, o Syriza, e referindo-se às eleições europeias de maio próximo, Tsipras apelou para um combate conjunto à frente “antieuropeia e de extrema-direita” que se formou na União Europeia “em resposta à crise do neoliberalismo” e que, disse, se apresenta a si mesma como um “movimento antissistema”.

“Na Grécia existem os requisitos necessários para que o nosso país se converta na contrapartida progressista da Europa, possivelmente junto com Portugal e Espanha”, sustentou, citado pela agência Efe, pedindo a “cidadãos e movimentos do mundo progressista” para assumirem esta oportunidade histórica.

Há já vários meses que Tsipras tem vindo a tentar reunir apoios entre os partidos do centro esquerda, mas enquanto na União Europeia é presença assídua nas reuniões do Grupo Socialista Europeu, apesar de não o integrar, na Grécia os socialistas do Pasok e os partidos e movimentos que lhe são próximos recusam categoricamente qualquer cooperação com o Syriza.

No seu discurso, Alexis Tsipras sublinhou que, após a saída do país do programa de resgate e apesar de cumprir as reformas acordadas, o seu Governo está a aplicar todas as medidas sociais prometidas, como a subida do salário mínimo ou o bloqueio a uma nova redução das pensões.
“Implementamos os acordos do terceiro programa financeiro, mas ao mesmo tempo trabalhámos com afinco, sob quadros orçamentais muito apertados, para fortalecer e proteger a maioria social”, disse.

Segundo acrescentou, após ter deixado de estar sob resgate financeiro, a Grécia entrou numa “nova era” que, garantiu, não ficará marcada, como ocorreu em governos anteriores, pela “preservação dos privilégios de uma minoria, mas antes pelas necessidades de muitos”.
Nas sondagens que têm vindo a ser feitas, o Syriza surge claramente atrás da conservadora Nova Democracia, que o supera em quase 11 pontos.

As eleições legislativas na Grécia estão, em princípio, programadas para o outono, mas os ‘media’ não excluem que Tsipras venha a antecipá-las.

[Lusa]

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