Política

É oficial. Luís Montenegro apresenta amanhã candidatura à liderança

O ex-líder parlamentar do PSD tem as assinaturas necessárias e vai apresentar a sua candidatura, esta sexta-feira, no Centro Cultural de Belém.

É mesmo a sério e oficial. A três meses das eleições europeias, o PSD ‘está ao rubro’. Luís Montenegro vai mesmo desafiar Rui Rio a convocar eleições à liderança do partido.

O anúncio oficial está marcado para esta sexta-feira, dia 11, às 16h00 no Centro Cultural de Belém (CCB). Uma informação que, conta a RTP3, consta numa nota de imprensa distribuída aos jornalistas no Parlamento pelo deputado Hugo Soares, também ex-líder parlamentar.

Uma fonte próxima do antigo deputado garante, em declarações à agência Lusa, que Montenegro está disponível para disputar a presidência do PSD e quer “eleições já”.

A confirmação surge horas depois de o Expresso online noticiar que os críticos de Rio já tinham as assinaturas suficientes para obrigar à convocação de um Conselho Nacional extraordinário com vista à destituição do atual líder. Mais, adiantava a rádio TSF, nos próximos dias, Luís Montenegro iria anunciar a sua disponibilidade para ser candidato. O que acabou por confirmar-se.

Em total desacordo está João Montenegro, que negociou a lista de unidade para o Conselho Nacional entre Rio e Santana. “A três meses das europeias, haver este tipo de movimentações não contribui em nada para unir o partido. É um erro”, afirmou, em declarações à Lusa.

No mesmo sentido seguiram as palavras do antigo deputado ‘laranja’, José Eduardo Martins, que à entrada para a Convenção Europa e Liberdade, disse ser “uma pessoa que preza a estabilidade dos mandatos”. “Nas últimas eleições estava fora e não votei, mas se estivesse cá teria votado no dr. Rui Rio (…) Acho que os mandatos são para cumprir e devia cumprir o mandato até ao fim”, sustentou.

E os estatutos do PSD, o que dizem?

O Conselho Nacional do PSD reúne-se extraordinariamente, segundo os estatutos, “a requerimento da Comissão Política Nacional, da Direção do Grupo Parlamentar, ou de um quinto dos seus membros”, cerca de 30 elementos, num órgão que tem 70 elementos eleitos e quase o mesmo número por inerência.

A aprovação de uma moção de censura à Comissão Política Nacional – que tem de ser subscrita por um mínimo de um quarto dos conselheiros, segundo o artigo 68 dos estatutos do PSD – exige o voto favorável da maioria absoluta dos membros presentes e “implica a demissão da Comissão Política”.

“A aprovação de uma moção de censura à Comissão Política Nacional determina a convocação do Congresso Nacional no prazo máximo de 120 dias”, referem ainda os estatutos do partido.

[Lusa]

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