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Maioria Democrata no Congresso começa a pressionar impugnação de Trump

Um dia depois de tomar posse, a maioria Democrata na Câmara de Representantes do Congresso dos EUA já começou a falar em destituir o Presidente, Donald Trump.

Rashida Tlaib, que na quinta-feira tomou posse como congressista pelo Michigan, deixou o aviso num vídeo, em que comemorava a sua entrada para a maioria Democrata na Câmara dos Representantes e em que também insulta o chefe de Estado: “Vamos demitir esse filho da […]!”.

O vídeo de Tlaib já se tornou viral nas redes sociais e não demorou até ter uma resposta de Donald Trump, no seu ambiente natural do Twitter.

“Como é que querem demitir um Presidente que ganhou talvez a maior eleição de sempre, não tendo feito nada de errado (não há conluio com a Rússia, foram os Democratas que colaboraram), teve o maior sucesso nos primeiros dois anos de qualquer mandato e é o mais popular Republicano na história do partido, 93%?”, escreveu hoje o Presidente dos EUA no Twitter.

“Eles só querem lançar um processo de ‘impeachment’ porque sabem que não conseguem ganhar as eleições de 2020”, explicou Trump, sem mencionar o vídeo de Rashida Tlaib.

A congressista Democrata, uma advogada de 42 anos, fez da questão da impugnação do Presidente uma bandeira da sua campanha para as eleições intercalares de novembro passado.

A filha de imigrantes palestinos, presos há dois anos por terem perturbado um discurso de Trump, descreveu o Presidente como “uma ameaça séria e direta ao país”, em declarações aos média de Michigan, esta semana, para justificar porque tudo fará para impugnar o seu mandato.

A questão do processo da impugnação de Trump está longe de ser uma matéria consensual dentro do Partido Democrata, apesar de alguns congressistas da Câmara de Representantes já terem começado a falar no assunto, considerando que há matéria factual para iniciar um processo de ‘impeachment’ e recordando que apenas a Câmara de Representantes o pode fazer.

A nova porta-voz da Câmara de Representantes, a Democrata Nancy Pelosi, tem pedido aos membros do seu partido para aguardarem pelos resultados da investigação do procurador especial Robert Mueller, antes de tomarem qualquer atitude no Congresso.

Robert Mueller investiga, desde maio de 2018, as possíveis ligações entre os membros da campanha presidencial de Donald Trump e o governo russo, para desenvolverem uma operação de interferência nos resultados eleitorais de 2016, bem como suspeitas de um alegado crime de obstrução à justiça por parte do próprio Presidente.

[Lusa]

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