Desporto

I Liga / Portimonense – Benfica (Declarações) (pré-editado)

Declarações após o jogo Portimonense-Benfica (2-0), da 15.ª jornada da I Liga de futebol, disputado no Estádio Municipal de Portimão:

António Folha (treinador do Portimonense): “Foi um bom jogo. Podemos falar dos dois autogolos, podemos ter tido sorte, mas nós provocámos muitos erros defensivos. Foi esse provocar e explorar, tal como tinha falado na antevisão, que aconteceu.

[Primeira vitória do Portimonense sobre o Benfica] É verdade, mas não nos dá mais do que três pontos naquilo que é o nosso objetivo. Os sócios estão contentes porque nunca tinham ganhado ao Benfica, mas, para mim, treinador, são mais três pontos. É isso que me motiva. Se calhar, mais tarde, quando eu for velhinho, de bengala… agora não, o futebol é muito efémero, isto passa muito rápido, e daqui a três dias temos um jogo com o Marítimo e, se perdemos, os adeptos também vão reclamar. Ando nisto há muitos anos e já não me iludo. Três pontos são três pontos, seja contra quem for.

Quero valorizar a coragem e atitude dos meus jogadores, que demonstraram aquilo que têm vindo a demonstrar noutros jogos, com equipas supostamente de nível mais abaixo do Benfica. Essa coragem e não ter medo de perder é que me deixa satisfeito.

Preparámos bem a nossa forma de jogar em termos de ataque. Não havia hipóteses de ganhar pontos ao Benfica só a defender. O fio de jogo do Benfica, quando bem conseguido, com dinâmica de corredor e os passes entre linhas que o Pizzi, solto, descobre, é mortífero. Mas tapámos bem isso, conseguimos controlar esse caudal ofensivo. E tivemos boa dinâmica ofensiva, para chegar a zonas de finalização”.

Rui Vitória (treinador do Benfica): “Em relação ao resultado, pouca explicação há, a não ser que não podemos cometer estes erros. Obviamente que uma equipa como a nossa tem de ter abordagens aos lances de forma diferente. O adversário não fez praticamente um remate à baliza na primeira parte e sai a ganhar 2-0. Quando assim é, isto acaba por se pagar caro. Uma primeira parte infeliz da nossa parte, fundamentalmente por causa dessas abordagens.

Na segunda parte, a equipa foi à procura de dar a volta ao jogo e acaba por ter a expulsão do Jonas, que limitou o poder que estávamos a ter sobre o adversário.

A expulsão de Jonas ainda não a vi em concreto, em pormenor. Pelo que tenho visto por esse campeonato fora, há muita expulsão para haver por esses campos fora. Mas não vale a pena estar a falar de arbitragens, porque há que, fundamentalmente, olhar para dentro.

Os adversários ainda não jogaram. Nós já jogámos e não ganhámos aquilo que queríamos. Fundamentalmente, em termos de alta competição, a forma como competimos tem de ser diferente. Não pensar que só ser bom jogador, ter boa equipa, ter qualidade ou ter potencial chega, mas efetivamente, em termos práticos, sermos uma equipa mais consistente e sólida, porque não podemos estar a perder por 2-0 ao intervalo desta forma.

Com as substituições, a ideia foi dar mais poder ofensivo e jogar em 4-4-2 declarado, algo que os jogadores dominam. Entrámos na segunda parte com essa determinação e podíamos ter feito golos. Não o fizemos e, com a expulsão do Jonas, ficámos limitados. Mas os jogadores cumpriram. O resultado é que não foi aquele que nós queríamos.

Eu sou o responsável por tudo aquilo que se passa aqui. No entanto, tenho a dizer que, para se competir a um nível elevado, os índices de foco e concentração têm de ser melhores do que os que tivemos. Mas o responsável sou eu.

[Lenços brancos no final do jogo] Nós vivemos numa modalidade com muitas emoções à flor da pele. É perfeitamente normal as pessoas estarem tristes quando não se ganha, como eu também estou, naturalmente. Mas a partir daqui, não faço mais comentários sobre isso”.

[Portimão, Lusa]

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