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Brasil: Bolsonaro e Haddad na 2.ª volta em noite que quase ficou decidida

As eleições presidenciais no Brasil realizaram-se este domingo. Com 99% dos votos contabilizados, resultados já são oficiais.

Jair Bolsonaro (PSL) saiu desta primeira volta das eleições presidenciais com mais de 49 milhões de votos, 46,04% da preferência eleitoral, uma confortável vantagem sobre o segundo candidato mais votado, Fernando Haddad (PT), que conseguiu 29,27%.

Inicialmente, com 50% dos votos apurados à boca de urna, Bolsonaro estava a um triz da maioria absoluta na primeira volta, com 49% do votos, mas esta vantagem acabou por se diluir à medida que se foram contabilizando os resultados do nordeste brasileiro, onde nove estados deram vantagem a Haddad (Pará, Maranhão, Piauí, Baía, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte) e um a Ciro Gomes (Ceará).

Ciro Gomes (PDT) foi o terceiro candidato mais votado, com 12,47%, seguido por Geraldo Alckmin (PSDB), com 4,78%.

As surpresas, por razões diferentes, foram João Amoêdo (NOVO), que conseguiu uns honrosos 2,5% (quinto lugar) com um partido recém-criado e sem participar em nenhum debate, e Marina Silva (REDE), que, na sua terceira corrida presidencial, se ficou pelos 1% (oitavo lugar). A candidata ambientalista, que conseguiu mais de 22 milhões de votos nas últimas eleições presidenciais, em 2014, foi a desilusão da noite, reunindo pouco mais de 1 milhão de votos. O voto útil explica, em parte, o fraco resultado, mas não deixou de surpreender.

Bolsonaro, o polémico candidado de extrema-direita, e Haddad, o ‘petista’ indicado por Lula da Silva, seguem assim para uma nova eleição, de segundo turno, que se realiza a 28 de outubro.

A vantagem de Bolsonaro, embora larga, não é decisiva. Sublinhe-se que, para a segunda volta, seguem os dois candidatos com maior taxa de rejeição. Bolsonaro, que esteve sempre em primeiro nas intenções de voto, era também o líder da taxa de rejeição (43%), ou seja, os votos de quem não quer Bolsonaro como presidente deverão migrar para o seu opositor, Haddad.

Fernando Haddad, porém, na qualidade de ‘herdeiro’ de Lula da Silva, é também um candidato que muitos eleitores querem evitar, sendo por isso o segundo com maior taxa de rejeição. Estes dados complicam as previsões para dia 28 de outubro, mas deixam a certeza de que, qualquer que seja o resultado, a polarização manter-se-á.

Sede do Partido do Trabalhador (PT) chegou a temer o pior mas já pode festejar

Jair Bolsonaro (PSL) com 46,04% e Fernando Haddad (PT) com 29,27% na primeiras sondagens da Ibope à boca de urna, numa altura em que estão apurados 99% dos votos. A vantagem para o candidato de extrema-direita, que nos resultados parciais tinha 49% dos votos, diminuiu à medida que foram sendo contabilizados os votos do nordeste brasileiro, tendencialmente de esquerda, levando a eleição presidencial a uma segunda volta. Ciro Gomes (PDT) surge em terceiro lugar com 12,47% dos votos. É possível seguir o evoluir da contagem aqui.

De acordo com a Sputnik News, a maioria dos eleitores brasileiros em Lisboa terão votado em Jair Bolsonaro (56,1% dos votos válidos). Em segundo lugar terá ficado Ciro Gomes (PDT), com 16,9%, e em terceiro Fernando Haddad (PT), com 13,4%. A mesma publicação indica que Lisboa “é a sétima cidade do exterior a concentrar o maior número de brasileiros aptos a votar: são 21.195”. A taxa de abstenção, porém, terá sido de 65,1%.

Jair Bolsonaro venceu também nos consulados do Brasil no Porto e em Faro, segundo informações recolhidas pela Lusa.

Ronaldinho Gaúcho reiterou este domingo o seu apoio a Jair Bolsonaro, impulsionando um agradecimento do candidato.

As urnas de voto encerram às 17h00 (21h em Lisboa) de cada fuso horário. A maior parte das urnas já estão encerradas. As últimas urnas eletrónicas a fechar serão no estado do Acre, um dos estados com fuso horário diferente (encerram às 23h00 de Lisboa).
Mais de 130 pessoas foram este domingo detidas por suspeita de cometerem crimes eleitorais, de acordo com o anunciado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A polícia federal acrescentou que foram registadas 901 ocorrências eleitorais, que compreendem crimes de boca de urna, uso ilegal de identidade, transporte ilegal de eleitores e compra de votos.
A imprensa local dá o exemplo do caso de um indígena que foi detido na posse de 70 cartões de eleitor, pois queria votar por todos os membros da sua aldeia.

Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou um vídeo onde mostra como as imagens que alegam mostrar fraude nos registos de voto informático são falsos.
Os jornais brasileiros já adiantam os resultados de alguns locais de voto fora do Brasil. Ciro Gomes venceu em França com 31,1% dos votos, seguido por Fernando Haddad (25,8%) e Jair Bolsonaro (25,1%). Na Suíça venceu o candidato de extrema-direita, Bolsonaro, com 48% dos votos, segundo informações do consulado suíço ao Estadão.
Os filhos do candidato Jair Bolsonaro (PSL) pedem aos eleitores que filmem ou fotografem o momento do seu voto, incluindo o seu nome completo, para que se possa fazer uma contagem à margem da eleição e, assim, comparar resultados. Eduardo e Flavio Bolsonaro faziam eco de alegados problemas que os eleitores estariam a encontrar ao registar os seus votos.

Flavio Bolsonaro, que havia publicado um vídeo exemplificativo, acabou por apagar a sua publicação pouco depois de a ter feito. Sublinhe-se que a reprodução do boletim de voto, via vídeo ou fotografia, é considerado violação do sigilo de voto e, portanto, crime.

Expectativa, festa e apreensão entre brasileiros que votam em Lisboa. Por outro lado, a votação na capital portuguesa ficou também marcada por algum foco de tensão entre votantes, com tentativas de intimidação por parte de apoiantes de Bolsonaro.
A taxa de rejeição é, precisamente, um dado muito importante nestas eleições. Muitos votos serão registados não por causa do candidato mas para derrotar o seu opositor. Numa análise da taxa de rejeição, Bolsonaro oscilou dos 42% para 43%, e Haddad, passou de 37% para 36%.

Atrás deles, a maior rejeição é a de Marina Silva, com 22%, seguindo-se Alckmin com 16% e Ciro com 15%.

Os dois candidatos cujas sondagens mais favorecem são Bolsonaro e Fernando Haddad, do Partido do Trabalhador (PT). O petista tem 25% das preferências de voto, mas uma pesada herança, Luiz Inácio Lula da Silva. Sendo apoiado pelo ex-presidente, que se encontra detido, Haddad é um candidato rejeitado logo à partida pelos opositores do partido.

Há uma cisão enorme no país que pode ser atribuída ao candidato melhor posicionado nas sondagens, Jair Bolsonaro. O candidato de extrema-direita do Partido Social Liberal (PSL) reuniu fervorosas opiniões contra si e contra a sua candidatura, tanto na rua (manifestações de 29 de setembro), como online (‘ele não’). Porém, nas últimas sondagens, divulgadas este domingo pelo Instituto Ibope, Bolsonaro tinha 41% das intenções de voto dos brasileiros.

Os principais candidatos desta corrida presidencial são: Jair Bolsonaro (PSL), Fernando Haddad (PT), Ciro Gomes (PDT), Marina Silva (REDE), Geraldo Alckmin (PSDB), João Amoêdo (NOVO) E Henrique Meirelles (MDB).

São sete os principais candidatos que vão este domingo a votos, entre 13 nomes, para escolher o próximo presidente do Brasil. Cerca de 147 milhões de brasileiros estão aptos para votar, nesta que será a primeira volta das presidenciais (se nenhum candidato superar 50% dos votos válidos haverá uma segunda volta, a 28 de outubro).

Sublinhe-se que este domingo realizam-se as eleições presidenciais, mas também para o parlamento (513 membros da Câmara dos Deputados e 54 dos 81 membros do Senado) e para representantes de governos regionais, marcando uma das maiores (e mais tensas) eleições da história do Brasil democrático.

As urnas de voto foram abertas pelas 8h00 (12h em Lisboa) e têm o seu encerramento previsto para as 17h00 (21h em Lisboa) de cada fuso horário. As últimas urnas eletrónicas a fechar serão no estado do Acre, altura em que serão 23h00 em Lisboa.

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