Desporto

Nem com máscara Jiménez esconde o papel de herói

Depois do festejo na final da Taça de Portugal se ter tornado famoso, o mexicano continua a fazer jus ao papel decisivo e este sábado, no Bonfim, voltou a justificar o estatuto.

Quando a cerca de 45 minutos do pontapé de saída no Bonfim Jonas foi confirmado como baixa de última, devido a queixas no aquecimento, soaram alguns alarmes no universo benfiquista. A ausência do melhor marcador das águias – 36 golos em todas as provas – gerou alguma inquietude, mas a chamada de Raúl Jiménez ao onze revelou-se uma aposta ganha. ‘La Mascarilla, como é conhecido no México, depois de homenagear o famoso lutador de wrestling, Sin Cara, usando a sua máscara na final da Taça de Portugal da última época, voltou a ser decisivo, marcou os dois golos da vitória (1-2) do Benfica sobre o V. Setúbal e repetiu o papel de herói tantas vezes assumido desde que chegou à Luz.

Se o golo de Costinha aos 3′ minutos complicou imenso a vida aos tetracampeões nacionais, o camisola 9′ restabeleceu a igualdade ainda antes da meia hora, aproveitando da melhor forma o bom cruzamento de Rafa. No entanto, a missão do atacante ainda não estava cumprida. Em cima dos 90′, já quando os adeptos encarnados roíam as unhas, receando um iminente desaire antes desse escaldande clássico com o FC Porto, Jiménez voltou a dizer presente e, da marca dos onze metros – até nesse aspeto substituiu Jonas – fez o que sempre conseguiu ao longo da carreira: converter a grande penalidade em golo – nunca falhou. A ‘explosão’ de alegria da nação benfiquista estava dada, os três pontos chegavam ao ‘bolso’ e o estatuto de herói era… reforçado.
Com este bis, Raúl Jiménez chegou aos seis golos no campeonato – oito em todas as provas – e conseguiu aquilo que nas últimas duas épocas se tornou imagem de marca, ou seja, funcionar como talismã. Logo na temporada de estreia de águia ao peito, em 2015/16, os golos do mexicano valeram seis pontos ao tricampeonato do emblema da Luz: marcou na vitória (3-2) na receção ao Moreirense, nos três pontos ‘sacados a ferros’ em Coimbra, frente à Académica (1-2) e na visita aos Arcos, diante do Rio Ave (0-1). Isto sem contar com o bis no empate (2-2) com o Astana, na Liga dos Campeões, o golo que deu a vitória (1-0) sobre o Nacional, na Taça da Liga, e ‘tiro’ certeiro que valeu a passagem à final da Taça de Portugal, após o triunfo (2-1) frente ao Sp. Braga.

Já na última época, Jiménez voltou a repetir esta tremenda influência no Benfica, apontando golos decisivos que valeram, num total, cinco pontos ao tetra. Foi com um golo do avançado que os encarnados empataram (1-1) em casa com o V. Setúbal e venceram no Estoril e em Vila do Conde, por 1-0. Além disso, o camisola 9′ marcou na final da Taça de Portugal, nesse tal jogo que festejou com a máscara e que lhe valeu o ‘alcunha’.

Contas feitas, em três temporadas, Raúl Jiménez soma 31 golos em 115 jogos, muitos deles, como se vê, determinantes. Um ‘suplente’ de luxo que vale (muitos) pontos e que continua a ser herói, com ou… sem máscara.

Estatísticas do jogo:

Estatísticas do jogo:

 
V. Setúbal Números Benfica
5 Remates 11
3 Cantos 5
17 Faltas cometidas 18
2 Cartões amarelos 2
0 Cartões vermelhos 0
35% Posse de bola 65%

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