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Embaixada russa em Londres acusa britâncos de não facultarem informação

A embaixada russa em Londres denunciou hoje falta de informação da parte dos britânicos sobre a morte do exilado russo Nikolai Glouchkov e o envenenamento do ex-agente duplo Serguei Skripal e da filha.

Nikolai Glouchkov, um ex parceiro de negócios do oligarca russo que se tem oposto ao Kremlin Boris Berezovski, foi encontrado morto em casa, no oeste de Londres, a 12 de março.

Segundo a polícia, morreu na sequência de “uma lesão ao nível do pescoço”.

“Passou quase um mês desde a morte de Glouchkov e, como se passou com Serguei e Youlia Srikpal, os britânicos não forneceram qualquer informação”, afirmou a embaixada russa em comunicado.

“Como foram feitos numerosos pedidos”, a embaixada considera que “é deliberado”.

A embaixada afirmou que o Ministério dos Negócios Estrangeiros a aconselhou a recorrer à polícia.

Os Estados Unidos oferecerão uma nova identidade e uma “nova vida” no país ao espião duplo Serguei Skripal e à filha, Yulia, envenenados a 04 de março em Salisbury (Inglaterra), revela hoje o jornal britânico The Sunday Times.

Fonte do governo britânico assegurou ao jornal que o serviço secreto do Reino Unido, o MI6, mantém contactos com a CIA norte-americana, para que ambos sejam levados para os EUA.

O periódico afirma que Yulia Skripal, que foi encontrada inconsciente no banco de um parque junto ao pai após serem expostos a um agente tóxico de uso militar, recusou a ajuda consular oferecida pela Rússia.

Após cerca de um mês internados em estado crítico, a saúde de Serguei e da filha melhorou nos últimos dias e pelo menos ela recuperou a fala.

O executivo britânico indicou Moscovo como responsável pelo ataque ao ex-espião russo, que foi captado pela secreta britânica nos anos 90, apesar de o Kremlin negar qualquer implicação.

O ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, Boris Johnson, criticou hoje o líder da oposição britânica, o trabalhista Jeremy Corbyn, por dar credibilidade à “propaganda” russa e recusar o apoio “inequívoco” ao governo britânico.

[Lusa]

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