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Revista britânica e o crescente interesse de profissionais em Portugal

O crescente interesse em Portugal como um destino de negócios e investimento levou o grupo Open Media a lançar uma revista especializada em língua inglesa, adiantou o presidente-executivo, Bruce Hawker.

A revista, intitulada Essential Business, vai ter uma periodicidade mensal, exceto em dezembro e julho, quando será bimensal, somando 10 edições por ano.

“O crescimento de startups em Lisboa e do investimento estrangeiro em Portugal aumentou o interesse nesta área e faltava uma publicação em inglês para quem visita Portugal”, afirmou hoje em Londres à agência Lusa.

O tema de capa da primeira edição será o investimento em residências para estudantes e incluirá artigos mais extensos e entrevistas, enquanto que uma página eletrónica vai ser atualizada regularmente com notícias.

Esta será a primeira publicação dirigida a leitores profissionais [business to business] em vez de consumidores, que são a audiência dos restantes títulos do grupo, dirigidos sobretudo a expatriados britânicos, franceses ou alemães.

Além das edições Essential Lisboa, Essential Algarve, Essential Madeira e Essential Macau, produz as revistas Entdecken Sie Algarve (língua alemã), Vivre le Portugal (francês), Doze (artigos de luxo para angolanos e brasileiros) e Clubhouse Algarve (bilingue inglês/português para golfistas).

É também proprietário do Algarve Resident, semanário em inglês destinado à comunidade anglófona da região sul de Portugal, e do jornal local Barlavento, que publica em português e existe desde 1975.

As tiragens das revistas, que podem ser mensais, bimensais ou trimestrais, variam entre oito a dez mil exemplares, enquanto que os jornais chegam aos 5.000 por semana, adiantou Hawker, britânico que vive em Portugal há cerca de 40 anos.

A aquisição de títulos e o lançamento de novos produtos faz com que o volume de negócios do grupo Open Media, criado em meados dos anos 1980, ronde atualmente os dois milhões de euros.

Bruce Hawker falava à agência Lusa enquanto parceiro de comunicação do evento ‘Moving to Portugal’, promovido hoje pela Câmara de Comércio Portuguesa no Reino Unido.

Na sua quarta edição desde 2016, destina-se a prestar informação sobre potenciais interessados em mudar-se para Portugal, contando com apresentações e expositores de especialistas em imobiliário ou fiscalidade.

O interesse em estabelecer residência em Portugal tem aumentado, em grande parte por britânicos em situação de aposentação, atraídos pelo clima soalheiro e pelas vantagens fiscais do regime para residentes não habituais, que isenta as pensões de impostos durante 10 anos.

Mas no evento, que decorre durante todo o dia, estavam também presentes participantes jovens e em idade ativa, como o casal Steve e Miranda Waymark.

“Estamos a ver se é viável mudarmo-nos. Temos uma filha com 12 anos e a questão da educação é importante. Se formos, tem de ser até ao final do ano por causa do Brexit”, explicaram o construtor civil e tratadora de cães à Lusa.

James Waddell estava a recolher elementos para tentar convencer a mulher, mais inclinada a instalar-se em França, nomeadamente sobre a potencialidade de desenvolver um negócio na indústria do calçado, na qual trabalha há 35 anos.

“Eu acabei de voltar de uma viagem ao Médio Oriente e prefiro países quentes”, justificou.

País de acolhimento para cerca de 40 mil residentes e destino de milhares de turistas todos os anos, Portugal é cada vez mais apelativo para os britânicos, garante a diretora da Câmara do Comércio, Christina Hippisley.

O interesse reflete-se pelo número de registos no evento ‘Moving to Portugal’ deste ano, que passou os 750, quadruplicando o número de visitantes da primeira edição há dois anos.

[Lusa]

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