Desporto

Clássico foi azul. Leão já vê título ‘por um canudo’

O FC Porto vence o Clássico da 25.ª jornada e aumenta para oito os pontos de vantagem sobre o Sporting. A equipa de Jorge Jesus pode, de resto, acabar o fim de semana no terceiro lugar. Para tal, basta ao Benfica pontuar diante do Marítimo.

O FC Porto pode ter ‘arrumado’ de vez com as aspirações do Sporting em conquistar o título nacional. Os dragões venceram o Clássico e passam a somar uma vantagem de oito pontos sobre os principais rivais (ainda que o Benfica tenha menos um jogo).

Marcano abriu o marcador aos 29 minutos, mas Rafael Leão empatou à saída para o intervalo. Já na segunda parte, Yacine Brahimi marcou o golo que resolveu a partida.

Heróis improváveis abriram as hostilidades

O Clássico era de elevada importância para ambas as equipas e a entrada em campo foi sinónimo disso mesmo. Com dureza – mas sem ultrapassar os limites – dragões e leões lutaram ao milímetro pelo controlo do terreno de jogo. E este começou por cair para o lado da equipa da casa.

Yacine Brahimi, obrigado a procurar jogo em posições mais recuadas fruto da pressão intensa do Sporting, foi conseguindo libertar o FC Porto das amarras lançadas por Jorge Jesus. Moussa Marega, qual ‘tanque de guerra’, levava tudo e todos à frente, lançando o caos na defesa verde e branca.

O jogo foi azul e branco durante o primeiro quarto de jogo, mas virou verde no segundo. Assim que Bruno Fernandes passou para as costas de Doumbia, o Sporting passou a controlar o jogo e teve duas oportunidades claras para marcar (e também um lance de possível grande penalidade, que obrigou Artur Soares Dias a consultar o VAR).

No entanto, foi precisamente quando estavam por cima do jogo que os leões acabaram por sofrer o golo. Após um belo cruzamento de Herrera, Iván Marcano subiu mais alto do que toda a oposição e bateu Rui Patrício.

Um contratempo para Jorge Jesus, ao qual se seguiu outro pouco depois. Doumbia lesionou-se e o técnico, sem Bas Dost, teve de lançar Rafael Leão para o seu lugar. No entanto, o jovem avançado correspondeu em pleno: na primeira oportunidade de que dispôs, na cara de Casillas, igualou a partida antes do apito para o intervalo.

Onze contra onze, e no final desequilibra Brahimi

Era o Sporting quem tinha a ‘obrigação’ de vencer para manter vivas as esperanças de lutar pelo título, mas foi o FC Porto que controlou, quase na totalidade, a segunda parte.

Pouco depois de Artur Soares Dias apitar para o reinício da partida, Sérgio Oliveira, na marcação de um pontapé livre, atirou a centímetros da baliza de Rui Patrício. Aos 49 minutos, surgiu o golo que decidiu o Clássico.

Gonçalo Paciência foi à ala e cruzou rasteiro para a grande área. A bola passa por toda a gente e vai parar aos pés de Brahimi, que, com muita classe à mistura, recebeu, parou e, com jeito, bateu Rui Patrício.

O Sporting subiu as linhas e tentou responder, mas o melhor que conseguiu fazer foi um cabeceamento de Bryan Ruiz em cheio no poste.

Os leões saem derrotados do Dragão e a oito pontos da liderança do campeonato. Poderão, ainda, cair para o terceiro lugar da tabela, bastando para isso que o Benfica não perca em casa com o Marítimo, este sábado.

Sérgio Conceição: Surpreendeu ao apostar em Gonçalo Paciência para jogar ao lado de Marega. O jovem avançado passou por alguns períodos de maior apagão, mas o avançado acaba por se revelar relevante, já que assiste para o golo da vitória. Mexeu bem na equipa ao longo do jogo, ainda que as opções não abundassem.

Jorge Jesus: Voltou a dar um voto de confiança a Doumbia, mas o costa-marfinense tarda em corresponder em pleno. Esteve apagado e ainda contou com uma grande oportunidade desperdiçada. Em sentido contrário, Rafael Leão entrou… e marcou. Na segunda parte colocou toda a carne no assador, ao lançar Rúben Ribeiro e Fredy Montero para o lugar de Ristovski e Fábio Coentrão. O português revelou-se aposta acertada. O colombiano, nem por isso.

Homem do jogo: Yacine Brahimi. Jogou e deu a jogar. Nos primeiros minutos de jogo, foi graças a ele que o FC Porto se conseguiu libertar da pressão leonina. Daí em diante, foi pelos seus pés que passou toda a produção ofensiva da equipa de Sérgio Conceição. Uma exibição de luxo, coroada com o belo golo que acaba por resolver este Clássico.

Artur Soares Dias: O jogo não foi fácil para o árbitro. Com muita intensidade de parte a parte, mostrou um critério largo na primeira parte. Na segunda, viu-se na obrigação de puxar mais vezes do cartão para controlar o jogo, ainda que nem sempre o tenha feito da forma mais equilibrada. No lance mais polémico do jogo. Aos 17 minutos, recorreu ao vídeo-árbitro para analisar o lance mais polémico (entre Dalot e Doumbia, na grande área do FC Porto). Decidiu nada marcar, mas o lance promete fazer correr muita tinta.

Momento do jogo: No seguimento de uma exibição de luxo, o golo de Yacine Brahimi foi a ‘cereja em cima do bolo’. É verdade que aproveitou uma falha clamorosa da defesa do Sporting, mas mostrou muita classe ao bater Rui Patrício e resolver a partida.

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90′ – Apito final no Dragão. O FC Porto vence o Clássico e deixa o Sporting a oito pontos da liderança quando faltam nove jornadas para o fecho da época.

90’+2 – Cartão amarelo para Herrera. Internacional mexicano derrubou Rúben Ribeiro quando este seguia para o contra-ataque.

87′ – Cartão amarelo para Acuña. O argentino protagonizou uma entrada muito feia sobre Corona e fica fora do próximo jogo do Sporting.

85′ – Agora é Jorge Jesus a fazer a última substituição. Fredy Montero rende Fábio Coentrão.

81′ – Sérgio Conceição obrigado a esgotar as substituições. Marega, lesionado, sai para dar lugar a Diego Reyes.

79′ – O golo do FC Porto fica por milímetros! Marega pica a bola sobre Rui Patrício, e, quando já se gritava golo no Dragão, aparece Battaglia a tirar a bola em cima da linha de golo.

74′ – Jérémy Mathieu assume a marcação de um pontapé-livre à entrada da área do FC Porto. A bola saiu colocada, mas com pouca força. Defende Casillas.

71′ – Segunda substituição no FC Porto. Entra Vincent Aboubakar para o lugar de Gonçalo Paciência.

67′ – Agora é a vez de Jorge Jesus mexer. Sai Ristovski, entra Rúben Ribeiro.

66′ – Primeira substituição do FC Porto. Sérgio Conceição tira Otávio e lança Jesús Corona.

65′ – O poste ‘nega’ o golo a Bryan Ruiz! Após canto marcado por Bruno Fernandes, o costa-riquenho saltou e cabeceou em cheio no ferro.

63′ – Novo lance polémico, agora na grande área do Sporting. Marega cai após lance dividido com Coates, mas Artur Soares Dias nada marca. No contra-ataque, Felipe derruba Rafael Leão e recebe o cartão amarelo.

60′ – Momento incompreensível no estádio do Dragão. A bola sai pela linha lateral e, quando Fábio Coentrão tenta agarrá-la, envolve-se com um membro no INEM e acaba no chão. Gerou-se um ‘burburinho’ e Artur Soares Dias teve de enviar um elemento da equipa de emergência para a bancada.

49′ – GOOOOOOOOOOLO do FC Porto! Após passe de Gonçalo Paciência, Yacine Brahimi aproveita um ‘buraco’ na defesa do Sporting e, com muita classe, bate Rui Patrício.

47′ – O primeiro sinal de perigo nesta segunda parte pertence ao FC Porto. Sérgio Oliveira, na marcação de um pontapé-livre, atirou por cima da baliza de Rui Patrício.

46′ – Já se joga a segunda parte do Clássico. Bola para o FC Porto.

45′ – Intervalo no Clássico. Jogo muito disputado no Dragão chega ao descanso com uma igualdade. Marcano abriu o marcador, mas, antes de Artur Soares Dias apitar para o intervalo, Rafael Leão fez o 1-1.

45’+1 – GOOOOOOOOOOOOLO do Sporting! Três minutos depois de entrar, Rafael Leão, isolado após passe de Bryan Ruiz, bateu Iker Casillas e repôs a igualdade no Clássico.

43′ – Contratempo para Jorge Jesus. Doumbia lesiona-se na disputa de uma bola área e obriga o treinador do Sporting a mexer. É o jovem Rafael Leão a assumir a frente de ataque do Sporting.

36′ – Novo sinal de perigo do FC Porto! Diogo Dalot foi o único a acreditar numa bola perdida, foi à linha e passou para Gonçalo Paciência, que atirou forte, mas às malhas da baliza do Sporting.

29′ – GOOOOOOOOOOOOLO do FC Porto! Maxi Pereira temporizou e deixou em Herrera, que cruzou para o coração da área, onde apareceu Iván Marcano a saltar mais alto do que toda a gente e a cabecear para o fundo das redes.

26′ – O FC Porto volta a aproximar-se da baliza leonina e fica muito perto do golo! Moussa Marega meteu a quinta, deixou toda a gente para trás, mas, isolado na cara de Rui Patrício, atirou ao lado.

22′ – Mais uma oportunidade para o Sporting! Bruno Fernandes tentou a sorte de fora da área, mas Casillas está atento e defende.

21′ – Agora é o Sporting a ‘cheirar’ o golo! Bruno Fernandes isola Doumbia, mas o costa-marfinense, frente a frente com Iker Casillas, não consegue enganar o guarda-redes portista.

20′ – Jogo interrompido para Artur Soares Dias consultar o vídeo-árbitro. O juiz reviu o lance entre Doumbia e Dalot e optou por nada assinalar.

17′ – Lance muito polémico na área do FC Porto. Seydou Doumbia é derrubado por Diogo Dalot e pede grande penalidade. Artur Soares Dias mandou seguir.

15′ – Melhor o FC Porto neste primeiro quarto de hora de jogo. Moussa Marega, muito procurado no lado direito do ataque, tem causado o pânico na defesa do Sporting. No conjunto leonino, sente-se a falta de Gelson. Não há quem desequilibre na frente de ataque.

12′ – Muito perto o golo do FC Porto! Primeiro o poste, e depois Bryan Ruiz, tiraram a bola em cima da linha, negando o golo a Marega.

11′ – Primeiro remate do FC Porto no jogo. Após a marcação de um pontapé de canto, Marcano cabeceia por cima.

3′ – E o primeiro canto do Clássico cabe ao Sporting. Bruno Fernandes tentava isolar Doumbia, mas Felipe estava atento e desviou pela linha de fundo. No seguimento do canto, Coates cabeceou por cima da baliza de Iker Casillas.

0′ – Artur Soares Dias dá o apito inicial para o Clássico. É o Sporting a dar o pontapé de saída.

‘Onze’ do FC Porto: Casillas; Maxi, Felipe, Marcano, Dalot; Herrera, Sérgio Oliveira, Otávio, Brahimi; Marega e Gonçalo Paciência.

‘Onze’ do Sporting: Rui Patrício; Ristovski, Coates, Mathieu, Fábio Coentrão; William, Battaglia, Bruno Fernandes, Bryan Ruiz, Acuña; Doumbia.

[CARLOS PEREIRA FERNANDES]

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