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Portugal condena “bombardeamentos que estão a matar inocentes”

O Governo português reagiu oficialmente, esta sexta-feira, à situação que se vive “há vários dias na zona de Ghouta Oriental”, perto da capital síria Damasco, condenando “veementemente a violência”.

O gabinete do ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, “condena veementemente”, em nome do Governo português, “a violência que dura há vários dias” na zona de Ghouta Oriental, perto da capital síria Damasco, e que “está a afetar de forma brutal a população civil, em particular mulheres e crianças”.

“Os bombardeamentos levados a cabo pelas forças do regime de Bashar Al Assad que estão a matar inocentes e a destruir indiscriminadamente infraestruturas civis devem cessar imediatamente e deve ser prestada a necessária ajuda humanitária à população civil”, alerta o Executivo nacional.

Neste sentido, “Portugal manifesta a sua profunda solidariedade para com o povo sírio que é vítima de um conflito que dura há demasiado tempo” e “apela à contenção de todos os atores”.

“Não há uma solução militar para o conflito sírio”, sublinha o governo português, reforçando o apelo “a todas as partes que se comprometam de forma séria e empenhada no processo de diálogo de Genebra, sob os auspícios das Nações Unidas, por forma a encontrar-se uma solução pacífica e duradoura que traga a paz a todos os sírios”.

Ghouta Oriental, o último grande bastião da oposição a Assad, é alvo desde o início de fevereiro de uma ofensiva das forças do regime. Sendo que, uma intensa campanha de bombardeamentos aéreos, lançada no último domingo (dia 18), fez até pelo menos 436 mortos entre a população civil, dos quais 99 crianças, segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos.

[NAM]

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