Política

“Em termos europeus há um razoável desconhecimento das diásporas”

O eurodeputado socialista Paulo Pisco defendeu hoje a abertura de “um campo de investigação e de estudos comparados sobre as diásporas” na União Europeia, a que correspondem “mais de 16 milhões de cidadãos comunitários a viver noutro Estado-membro”.

O deputado do PS eleito pelo círculo da Europa fez o apelo ao Conselho da Europa em Rabat, capital de Marrocos, onde se realizou uma reunião da subcomissão das Diásporas do Conselho da Europa, no parlamento marroquino.

Paulo Pisco considerou que, “o facto de o debate no âmbito das migrações se centrar sobretudo nas grandes questões como os fluxos migratórios, os refugiados, o asilo e os problemas associados a estas questões, impede que se dê atenção à situação das diásporas já estabelecidas nos países de acolhimento e se estruturem políticas públicas que possam melhorar a sua integração e reconhecimento”.

Neste contexto, considerou a existência de “um triângulo estratégico que precisa ser levado em consideração quando se fala das diásporas nos países do Conselho da Europa: os países de origem, que precisam de ser mais ativos no apoio aos seus cidadãos no estrangeiro, os países de acolhimento, que precisam ser mais sensíveis e abertos às suas comunidades estrangeiras, e as próprias comunidades, que precisam ser mais organizadas e participativas, tanto na vida local como nos países de origem”.

O eurodeputado sustentou que “um conhecimento mais aprofundado da realidade das diásporas é fundamental para criar à escala europeia a consciência da sua importância e, a partir daí, contribuir para políticas públicas mais eficazes, uma Europa mais inclusiva e um reconhecimento e valorização maior nos países de acolhimento”.

Pisco referiu a existência “em termos europeus de um razoável desconhecimento das diásporas” e defendeu “investigações e estudos comparados que levem a uma valorização das diásporas, como as estruturas institucionais, políticas públicas e programas que cada país dedica às suas comunidades, sobre o movimento associativo e a forma como se relacionam com o país de acolhimento e com o de origem, as suas atividades e relações com outras comunidades”.

[Lusa]

Deixe uma resposta