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Ryanair abre 130 novas rotas apesar de problema com pilotos

A companhia aérea ‘low cost’ viu-se obrigada a cancelar 20 mil voos devido a greves de pilotos e suspendeu 34 rotas. A estratégia vai, no entanto, mudar.

Depois de meses complicados para a Ryanair (que se viu obrigada a cancelar 20 mil voos devido a greves dos pilotos), a maior companhia aérea low cost da Europa vai inaugurar 130 novas rotas no próximo ano. O valor compara com as 19 rotas que a concorrente easyJet vai começar.

A descoberta foi feita pelo analista independente Ralph Anker, responsável pelo The Anker Report, que oferece informações sobre voos, companhias aéreas e outros factos sobre aviação.

“Em termos de voos semanais adicionais, a Ryanair lidera com mais 806 comparativamente ao inverno passado. A Vueling é a segunda com 412 voos semanais adicionais, seguida da Wizz Air (390), da Norwegian (247) e da easyJet (184)”, explicou Anker.

“O crescimento da Ryanair teria sido ainda mais impressionante caso não tivesse suspendido 34 rotas este inverno devido às muito publicitadas questões com os pilotos”, acrescentou.

A Ryanair anunciou em setembro a diminuição do crescimento no próximo inverno. Entre novembro e março próximos, a companhia aérea deixará no solo 25 dos 400 aviões, a que se seguirá uma redução de mais dez aeronaves a partir de abril de 2018 (dos 445 previstos para essa altura).

A companhia aérea low cost defendeu que a redução elimina completamente o risco de cancelamento de voos. Além disso, todos os pilotos extra gozarão as licenças obrigatórias por lei entre outubro e dezembro deste ano, para que a 1 de janeiro de 2018 não haja folgas em atraso entre os pilotos.

No primeiro trimestre de 2018, esta medida permitirá que os pilotos gozem 40% do total de folgas obrigatórias para o próximo ano, diminuindo os possíveis problemas com o escalamento de pilotos.

[jornaleconomico.sapo.pt, Leonor Mateus Ferreira]

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