Economia

Portugal arrancou triunfo e Fernando Santos ganhou (boas) dores de cabeça

Num jogo de baixo ritmo, Manuel Fernandes e Guedes foram os homens em destaque.

A noite de sexta-feira tinha um propósito solidário mas Fernando Santos tinha avisado que se tratava também de um teste para tirar algumas conclusões. Portugal recebeu e venceu, sem grandes problemas, a seleção da Arábia Saudita (3-0), num jogo onde Manuel Fernandes (32′), Gonçalo Guedes (52′) e João Mário (90′) foram os rostos dos golos. Mas afinal de contas, quem é que se destacou na noite fria de ontem? As respostas estão no texto que se segue.

Que belo regresso de Manuel Fernandes

Com nomes como Crisitano Ronaldo, Rui Patrício ou Ricardo Quaresma de fora, havia outros tantos que jogavam uma importante cartada em Viseu.

Falamos, por exemplo, de Manuel Fernandes. O médio que atualmente alinha no Lokomotiv Moscovo foi aposta do selecionador nacional para alinhar de início e não desiludiu. O jogador de 31 anos apresentou-se a bom nível no Fontelo e ‘pede’ por mais oportunidades.

Jogou, fez jogar e ainda teve tempo de marcar. Depois de mais de cinco anos de ausência na seleção nacional, Manuel Fernandes não poderia pedir melhor regresso. “Presente”, disse o médio.

Guedes também a bom nível

Ora aqui está mais uma opção válida para Fernando Santos. Em grande destaque em Espanha, onde deslumbra ao serviço do rejuvenescido Valencia, o avançado formado no Benfica parece estar em grande forma e arrancou na noite de ontem para uma grande exibição. Assistiu no primeiro golo e marcou o segundo, estreando-se assim a apontar golos na seleção principal das quinas.

Mas não é só pelo golo que vale a exibição de Guedes. O jovem de 20 anos foi uma das melhores unidades em campo e um dos jogadores que mais problemas criou à Arábia Saudita. Ainda peca por alguma precipitação, mas até junho há muita estrada por percorrer. Uma coisa é certa: este Guedes tem qualidade de sobra para estar na Rússia.

Uma nota também para Kévin Rodrigues. O defesa esquerdo de 23 anos também foi aposta de Fernando Santos e apesar de não ter sido vistoso, ficou a clara sensação que existe qualidade e talento. Mais um nome a ter em conta para o selecionador nacional que admitiu, no final da partida, que as escolhas finais para os 23 jogadores que vão à Rússia complicam-se de dia para dia. A culpa é da qualidade e quando assim é quem sofre (boas) dores de cabeça é o treinador.

Portugal repetiu chapa aplicada em 2006

Há cerca de 11 anos, Portugal também defrontou a seleção da Arábia Saudita. Na altura, Cristiano Ronaldo bisou e Maniche apontou um golo, fixando-se um resultado de… 3-0. Ontem, as coisas parecem não ter mudado, um sinal claro de que a diferença de qualidade entre as duas formações continua bem evidente.

Arábia Saudita sem ‘gás’

Para uma seleção que tem presença garantida no Mundial’2018, aquilo que se viu na noite de ontem parece ser, à primeira vista, insuficiente para lutar por algo na Rússia. O conjunto orientado pelo argentino Edgardo Bauza mostrou ter um futebol pouco ligado e vistoso. É preciso mais desta Arábia Saudita e não faltará trabalho a Bauza. O prazo está fixado em junho.

[NAM, Francisco Amaral Santos]

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